27 de novembro de 2011

Medo de ser medo


Não é medo, nunca é. O que se chama de medo, pavor, horror, pânico é apenas o hábito de ser e fazer sempre igual. O traje do diferente, anormal, desconhecido, pode ser acompanhado por esse adorno prisional, que subtrai os movimentos de quem o veste completo.

Não é medo, mas pode ser. O medo é o que ninguém quer sentir, mas sempre diz sentir quando é a única justificativa para a falta de coragem de viver o impalpável.

Não é medo, e é. O medo é a água que prefere seguir a correnteza na lama espessa do rio poluído, à liberdade de ser parte de um afluente límpido e estreito, que pode um dia secar. Por medo de virar vapor, ela entrega suas moléculas à terra, sem se dar conta que vapor um dia pode ser tempestade.

4 comentários:

  1. Muito filosófico e belo como sempre. Para mim, o medo é o que não conhecemos, o que nao vivemos, o diferente, o novo. Por isso, sempre tento nao ter medo ou ao menos enfrentá-lo. Afinal, o pós-medo pode ser fantástico. Mas claro, sempre com a bússola do coração alerta. Um bjo amiga, te amo!

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  2. Assinado - Raquel! Loguei com o seu perfil, rs.

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  3. Tenho medo de marimbondos. rs

    Ser ousado, ter coragem de mudar tudo, isso acho complicado. Se é medo que tenho? Não sei.

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  4. Como diria Antonio Candido: "Porque há para todos nós um problema sério... Este problema é o do medo."

    Adorei o blog... vou voltar mais vezes!!! =)

    Beijokas

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