12 de abril de 2011

Simplicitude



Parecia estar tudo bem na frase, aí alguém inventa de colocar a conjunção “mas”, ali logo depois da vírgula. E tudo que foi dito na oração anterior ganha um quê de oposição ou restrição. Está um dia tão bonito, mas eu tenho que trabalhar. Eu tenho tudo para ser feliz, mas tem aquele detalhe ali fora do lugar. O pão está fresquinho, mas só tem manteiga para rechear.

Por que será tão difícil emitir uma simples frase positiva sem “poréns”? É que a gente aprende desde pequeno que sempre tem o que melhorar. Ok, longe de termos alcançado a perfeição, mas essa sombra do que seria o ideal, instaura, de alguma maneira, uma competição em nossas vidas, que nos torna aos poucos rivais de nós mesmos. E tudo que era bom, não é tão bom assim, poderia ser mais, poderia ter mais, poderia fazer mais.

Sim, podemos sempre mais, e podemos também nos cobrar menos, exigir menos da vida, problematizar menos, usar menos “mas” pro caso de opor com pessimismo o bem feito. Se a gente encontra o valor da oração simples, e da simplicidade por si só, a gente descobre o quanto é bom poder apenas ver esse tal “dia tão bonito”; saber “que se tem tudo para ser feliz, mesmo com aquele detalhe”; e que, às vezes, não há banquete melhor que “um pão fresquinho com manteiga”.

2 de abril de 2011

Reticente...


Um pouco de hoje já é o bastan
tenho pressa, não posso esper
ardem os goles de sede de vi
dando partida e querendo ficar