4 de agosto de 2010

Cordel de dois


Essa prosa não é quadrilha
Nem faz força pra rimar
Assucedeu que a moça
Resolveu se arribar
O assento ficou vago
E isso não dá pra ataiar
Mas o vento de revestrez
Já não faz aperrear

A flor na cabeça enfeita
A roda se põe a girar
No mesmo rotundo a vida
E o que mais ela aturar
Perdendo por vezes se ganha
Só não pode se empatar
Desse modo vem abraço
Em punhado pra acoitar

As festas de julho passa
E o retalho a desfiar
Não há linha que o faça
Deslembrar do seu pesar
Pois da gaveta não vê
As tardes que se pôs a rodar
Nem o João e Maria
Que deixaram de ser par

De lampejo e alegria
É o caminho de João
Com festejo e viola
Apinhado de multidão
Sabe quem vive d’hoje
Não deixa a agitação
Quanto mais as lembrança
Se embrenhá no coração

Maria não mais esquadrinha
O acertado tem seu valor
Não pede mais sem fazer
E vai devagar com o andor
Sabe que todo frio
Encontra seu abrasador
E todo calor que passa
É de amado ou de amador

6 comentários:

  1. que lindo amiga!
    amei! (de verdade, nem é pq sou amiga!)
    ahahaha

    amo sempre mattosquela!

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  2. Eu sou João, ele é Maria, rs
    Até cordel essa mattosquelense manda bem agora, ninguém mais segura!!!

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  3. Caramba, maneiríssimooooo!!

    Gostei muito mesmo.
    Logo logo vira publicação impressa hein?

    Oxalá!
    Beijos

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  4. nossa!
    adorei o ritmo!
    não entendo naaaaaaaaada de cordel! ehehe

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  5. Teu blog é tão gostoso e delicado. Teus poemas são incríveis. Eu passei algumas vezes só de curiosidade, gostei muito e fui ficando, ficando.:)

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  6. Adorei, muito lindo. Divulguei no meu facebbok. Beijos,

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